Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Vou montar uma empresa com o meu irmão

É verdade. Eu sei que isto não está grande coisa para montar novas empresas, mas acho que desta vez nós vamos ficar ricos.

Como, quem me conhece sabe, eu sou da zona norte, da zona de Caminha. Não poderia deixar de tentar investir naquela zona, é claro. O problema estava em arranjarmos um negócio que fosse vantajoso para nós e do qual nós gostassemos.

Foi entao que o meu irmão sugeriu fazer uma fábrica de pirotecnia.

Claro está que nós adoramos estoirar com coisas, para além de que como Portugal está, a construção está parada, então o que vai dar dinheiro vai ser a destruição. E tambem porque os emigrantes, mais conhecidos por avecs, quando cá vem, para além de gostarem do cheiro a merda (já que dizem que cheira a campo), tambem gostam de andar com o nariz empinado a olhar o céu á noite a a ver foguetes de várias cores a estoirarem.

Este é o negócio certo para nós. Vamos rebentar coisas e ainda nos vão pagar por isso.

Depois veio a discussão do nome. Que nome teria a nossa empresa?

O meu irmão é um génio. Ele conseguiu acabar a quarta classe á noite, é muito bom mesmo. Ele sugeriu um nome que vai chamar muita clientela de certeza.

E o fantástico nome é.....:

PIROCAMINHA, foguetes e merdas do genero limitada.

E até arranjou um slogan e tudo:

"Se queres animar a tua festa, queres ter mais entusiasmo e excitação, contacta PIROCAMINHA. Somos especialistas em fazer sorrir as mulheres. Viagem de ida e volta á lua em segundo, só com PIROCAMINHA"

Isto de certeza que  vai ser um grande negócio. Não há duvida.

Agora imaginem quando aquilo já nao render, o que é que nós fazemos?

Rebentamos com a PIROCAMINHA.

Não se esqueçam:

PIROCAMINHA, dá o toque de felicidade que muita gente procura numa festa. PIROCAMINHA.


publicado por sensei às 16:42
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

COMPROMISSOFOBIA - A fobia do compromisso

Este artigo vinha publicado na revista Domingo, um suplemento do jornal Correio da Manhã, do passado dia 18-11-2007. Achei interessante e de certa forma, até se pode dizer que se adequa a algumas pessoas que bem conheço, por isso decidi transcreve-lo.

 

“O receio masculino de assumir uma relação tem nome: “Compromissofobia”. As mulheres também são vulneráveis.

 

 

Um dia ele disse que éramos perfeitos um para o outro. No dia seguinte já não estávamos juntos. O que aconteceu? É desta questão que parte o livro ‘Homens incapazes de Amar’, uma obra assinada por Steven Carter e Julia Sokol, dois especialistas norte-americanos na temática do medo do compromisso, que ao longo de 299 páginas ensinam as mulheres a reconhecerem e a lidarem com homens “compromissofóbicos”.

A obra é sustentada na ideia de que há homens que não conseguem suportar a intimidade, que têm um receio claustrofóbico de ficarem presos ou encurralados numa relação, e fogem invariavelmente perante a perspectiva de qualquer compromisso sério.

Tomás Sequeira, 36 anos, engenheiro informático, sempre foi “bastante namoradeiro”. Porém, continua solteiro, sem filhos e “sem perspectivas” num futuro familiar. Trabalha entre dez e doze horas por dia e o pouco tempo que lhe resta aproveita para fazer noitadas com os amigos. A veia de namoradeiro mantém-se, mas só.

“Não quero relações sérias e deixo isso bem claro desde logo. Não quero ter a obrigação de ir para casa porque está alguém à minha espera, menos ainda perder noites de sono para mudar fraldas e dar biberões”. Egoísmo? “Até pode ser, mas não posso sequer imaginar-me a viver esse cenário que sinto náuseas”, diz.

Por que terão alguns homens medo do compromisso? “De um modo geral, os homens crescem rodeados de pessoas que lhes dizem que devem ‘aproveitar a vida’. Ao contrário das mulheres, para quem o casamento está quase sempre envolto numa visão muito romântica, os homens são muitas vezes confrontados com a associação casamento-falta de liberdade”, começa por explicar a psicóloga e terapeuta conjugal Cláudia Morais. “Na maior parte dos casos, os homens temem que a sua vida sofra alterações profundas a partir do casamento. Aos seus olhos, o casamento está mais associado ao aumento de responsabilidade do que ao aumento de intimidade, o que os leva a olhar para esta decisão com reserva e ponderação”, continua a especialista.

Mas porque nem todos os homens, tal como o Tomás, manifestam as suas verdadeiras intenções, há em todo o Mundo mulheres que procuram incansavelmente uma explicação para o facto de uma relação aparentemente sólida, se dissipar subitamente. Que não haja ilusões. “Nenhuma relação se dissipa subitamente”, garante Cláudia Morais. “Há pessoas – mais homens que mulheres – que são pouco assertivos no que toca à relação conjugal. Pouco habituados a ligar com emoções negativas, nem sempre sabem expressá-las. Além disso, são evitadores de conlitos”. Resultado: Desenvolvem aversões, deixam de ser capazes de viver com os sentimentos que os perturbam e põem um ponto final na relação. Para quem está do outro lado da ruptura é uma surpresa, isto apesar de os sinais de insatisfação estarem à vista. “Nós é que podemos ignorálos”, diz Cláudia Morais.

No rebuliço de todos os medos e incertezas masculinas, vive muitas vezes um “erro crasso” feminino, como lhe chamam Steven Carter e Julia Sokol: pensatem que são culpadas pelo comportamento deles. “O motivo pelo qual tantas mulheres se envolvem com homens deste género… deve-se ao facto de muitos dos homens que conhecem terem este problema”. Um fobia que, dizem especialistas, afecta cada vez mais mulheres.

 

 

Como evitar relações ‘compromissofóbicas’?

 

Em ‘Homens Incapazes de Amar’, editado em Portugal, Steven Carter e Julia Sokol lançam 12 “regras de vida” para mulheres que pretendem evitar “relações compromissofóbicas”. São elas: “Saiba que não pensa do mesmo modo que ele; Deve ser você a estabelecer o ritmo da relação; Não se deixe levar pela fantasia dele (uma relação sólida tem início, cresce e amadurece na realidade); O seu amor não o modificará – a sua independência talvez; Fazer de mãe é sufocar; Nada de brincar às casinhas (Não o deixe cair no hábito de tratá-la como uma esposa enquanto ele age como um hóspede temporário); Acredite no que ele faz e não no que ele diz; Mantenha as suas opções em aberto (Nunca rejeite uma oportunidade de alargar os seus horizontes sociais); Não encontre desculpas para o comportamento dele; Não assuma a culpa pelo fracasso da relação; Cuide de si (A pessoa mais importante da sua vida é você); Não diga ‘Não consigo modificar-me’”.

 

 

Fugir ao casamento

 

A palavras casar pode ser aterradora para muitos. Homens e mulheres. Com uma pequena diferença: A pressão social sobre ‘elas’ é bem maior

 

1-      Saber distinguir

Um homem que sofra de compromissofobia pode ser aquele que não telefona após o primeiro encontro especialmente bom, o perseguidor ardente que faz a corte para a abandonar após a primeira noite de sexo, o namorado fiel que sabota a relação quando esta evolui no caminho do casamento…

 

2-      Principais medos

São vários os factores que podem explicar o medo do compromisso. Evitar tudo o que possa ser uma barreira nas conquistas pessoais e profissionais, medo de assumir responsabilidades que não sejam as da própria pessoa, presença de ideologia e de comportamento narcisistas são exemplo.

 

3-      E as mulheres?

Há também mulheres que fogem do compromisso sério e os seus fantasmas são semelhantes aos dos homens. Porém, acresce nelas um outro tipo de pressão que tem que ver, por exemplo, com o facto de algumas serem incapazes de pôr termo a uma relação por se sentirem coagidas pela família.

 

4-      Há remédio?

Ultrapassar uma luta individual exige tempo, pode ser angustiante, aterrador e doloroso. É mais fácil fugir do que combater. Embora muitos venham a acabar por conseguir ultrapassar os seus receios, alguns nunca serão capazes de assumir um compromisso, independentemente das circunstâncias. “


publicado por sensei às 17:48
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